terça-feira, 6 de setembro de 2011

Silêncio


Não caminhei, portanto não caí.
Não caí, portanto não tenho pontos na cabeça,
nem tenho uma foto pra mostrar.
Ao contrário, pode olhar dentro de mim,
na minha alma, 
rasgar minha couraça,
cortar meus pulsos,
fazer o que quiser.
Lá, verá meu eu
e meu eu olhará para você
só pra dizer o que sente
quando nenhuma palavra é o bastante.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nascimento


E a vida veio.
E eu preciso escrever!
Preciso contar a todos que a vida chegou
e que ela faz sentido mesmo quando não há sentido algum.
Isto é mágico. Este momento é vivo.
Ele clama, quer ser exaltado.
Seja pra mostrar a dor, seja pra escancarar o amor,
seja pra falar sobre a dor de amar ou
simplesmente pra respirar através do ar das palavras,
buscar a tranquilidade de dizer, de sentir a liberdade,
de colocar o coração e as vísceras numa mesa, vale.
Curvem-se – a vida nasceu.
Nasceu ontem também, mas hoje é melhor
e só perde pra amanhã.
É que, senhores, ela não pede licença.
Eu me curvo, sorvo e agradeço,
pelo sol que derrete minha melancolia,
pela chuva que limpa minha solidão,
por ser setembro e
pelo vinte de setembro.