quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nascimento


E a vida veio.
E eu preciso escrever!
Preciso contar a todos que a vida chegou
e que ela faz sentido mesmo quando não há sentido algum.
Isto é mágico. Este momento é vivo.
Ele clama, quer ser exaltado.
Seja pra mostrar a dor, seja pra escancarar o amor,
seja pra falar sobre a dor de amar ou
simplesmente pra respirar através do ar das palavras,
buscar a tranquilidade de dizer, de sentir a liberdade,
de colocar o coração e as vísceras numa mesa, vale.
Curvem-se – a vida nasceu.
Nasceu ontem também, mas hoje é melhor
e só perde pra amanhã.
É que, senhores, ela não pede licença.
Eu me curvo, sorvo e agradeço,
pelo sol que derrete minha melancolia,
pela chuva que limpa minha solidão,
por ser setembro e
pelo vinte de setembro.

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